Oficinas gratuitas em maio no Sesc do Carmo oferecem certificado

Projeto Todo Migrante Tem Direito à Comunicação trabalha a comunicação como direito humano e é fruto da iniciativa internacional Open Government Partnership 

#Gratuito 20 vagas, inscreva-se pessoalmente no Sesc do Carmo ou pelo email: cursos@carmo.sescsp.org.br

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Público esperado: migrantes que desenvolvam trabalhos para a defesa dos direitos humanos, comunicadores sociais e sociedade civil atuantes junto à população migrante. // 20 vagas
Datas: 10, 17, 24 (quintas-feiras) e 30 (quarta-feira) do mês de Maio das 17h30 às 20h.
Organizadoras: Karina Quintanilha e Kim Cober.

Endereço: Rua do Carmo, 147 – Sé (próximo ao metrô Sé)

Nas quintas-feiras do mês de maio, o Sesc do Carmo oferece o ciclo gratuito de oficinas Todo Migrante Tem Direito à Comunicação. O projeto é composto por quatro oficinas e tem como eixo central a conscientização da comunicação como um direito humano.

A partir dessa perspectiva, as oficinas tem como objetivo contribuir para estabelecer uma rede aberta para a fala, a escuta e trocas sobre experiências interculturais e demandas da população migrante em São Paulo, fortalecendo os processos comunicacionais de luta pelos direitos humanos.

Ao logo dos encontros, são propostos exercícios dinâmicos e participativos para reflexão coletiva nos seguintes temas:

  • Quais são as barreiras enfrentadas por migrantes transnacionais em uma terra estrangeira? 
  • Que tipo de participação existe e é desejada na sociedade brasileira? 
  • Quais dificuldades enfrentam no acesso à informação e no seu direito humano à comunicação no Brasil? 
  • Quais são as alternativas para organizar e produzir comunicação?

Dentre as atividades previstas estão:

  • cartografia de São Paulo sob olhar dos imigrantes;
  • histórico dos tratados internacionais que garantem o direito à comunicação e a nova lei de migração;
  • introdução à Lei de Acesso à Informação;
  • resistências de movimentos migrantes pelo mundo – estudos de caso;
  • estratégias inovadoras para mobilização de direitos humanos na internet.

As oficinas são fruto de um projeto de formação em direitos humanos contemplado dois anos consecutivos pelo edital Agente de Governo Aberto da Prefeitura de São Paulo, que integra a iniciativa internacional Open Government Partnership, para promover o direito à informação e a participação social.


Karina Quintanilha é advogada de direitos humanos, aluna do curso de especialização em Migração e Asilo sob a Perspectiva de Direitos Humanos na Universidad de Lanús (UNLa), Buenos Aires. Bolsista CNPq no mestrado em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduada em Direito pela mesma universidade. Foi curadora do I Fórum Internacional Fontié Ki Kwaze – Fronteiras Cruzadas: “O Desafio das Comunicações Diante das Populações em Deslocamento”, realizado com apoio da CAPES na ECA-USP. Foi coordenadora de projetos na Artigo 19 – organização internacional de defesa da liberdade de expressão e acesso à informação. É idealizadora do Blog Somos Migrantes e da cartografia colaborativa “São Paulo Sob Olhar dos Migrantes”, produzida por Aluizio Marino.
Entre 2016 e 2017, Karina em parceria com a educadora canadense Kim Cober, organizaram ao total 90 horas de oficinas com 377 trabalhadores e crianças migrantes de diversas nacionalidades, e também com migrantes internos do Nordeste, pelo projeto Todo Migrante Tem Direito à Informação apoiado por edital público da Prefeitura de São Paulo, que integra a iniciativa Open Government Partnership (Parceria para o Governo Aberto).  Apresentaram o projeto no Encontro Internacional Pensar o Futuro promovido pelo Centro de Pesquisa e Formação (CPF-Sesc). São atualmente colaboradoras do Sarau Fronteiras Cruzadas organizado pelo Colabor-USP.
Kim Cober é imigrante canadense há 28 anos no Brasil. Trabalha com educação em línguas e é voluntária em diversos projetos sociais. É coordenadora do departamento de inglês no Projeto Conectadus, uma escola onde todos os professores são refugiados. É cooperada da Arco Escola.

Principais referências de preparação das oficinas:

BOAL, Augusto. Jogos para atores e não-atores. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

CERIANI, Pablo Cernadas. “A linguagem como instrumento da política migratória”. Revista SUR, 2016. Fonte: http://sur.conectas.org/linguagem-como-instrumento-de-politica-migratoria/

Córdova Alcaraz, Rodolfo / Ceriani Cernadas, Pablo / Knippen, José Migrar en las Américasmovilidad humanainformación y derechos humanos . Editorial Gedisa/Fundar, 1a. Edición, 2014

WISE, Raúl Delgado; MÁRQUEZ COVARRUBIAS, Humberto y PUENTEs, Rubén: “Reframing the debate on development, migration and human rights” en Population, Space and Place, nro.19 (2013), pp.430-443. Publicado online el 14 de mayo de 2013 in wiley Online Library (wilwyonlinelibrary.com) DOI:10.1002/ psp.1783.

FONTES, Virginia. O Brasil e o capital imperialismo: teoria e história. / Virgínia Fontes. – 2. ed. Rio de Janeiro: EPSJV/Editora UFRJ, 2010.

HALL, Stuart. Da diáspora – Identidades e mediações culturais. 1999. Editora UFMG. 2003.

DE LUCAS, Javier. La herida original de las políticas de inmigración. A propósito del lugar de los derechos humanos en las políticas de inmigración.Universidad de Valencia. ISEGORíA/26 (2002).

ELHAJII, Mohammed e MALERBA, João Paulo. DOS USOS COMUNITÁRIOS DA WEBRADIOFONIA NO CONTEXTO MIGRATÓRIO TRANSNACIONAL. REMHU – Rev. Interdiscip. Mobil. Hum., Brasília, Ano XXIV, n. 46, p. 109-127, jan./abr. 2016.

LEAO, Augusto Veloso  e DEMANT, Peter Robert. The cases Zulmira Cardoso And Brayan Capcha: Political mobilization and migrant integration in Brazil.Rev. bras. Ci. Soc. [online]. 2016, vol.31, n.91, e319102.

LEURS, Koen. Communication rights from the margins: politicising young refugees’ smartphone pocket archives. The International Communication Gazette, 2017.

MORAES, Ana Luisa Zago de. Crimigração: a relação entre política migratória e política criminal no Brasil. Porto Alegre, 2016.

PATARRA, N. P. Brasil: país de imigração? E-Metropolis, Rio de Janeiro, v. 3, n. 9, p. 8-18, 2012.

SASSEN. Saskia: “La formación de las migraciones internacionales: implicaciones políticas” em Revista internacional de filosofía política, Número 27(2006) pp.19-40. Disponible en: http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=2149094

______________ Expulsions : brutality and complexity in the global economy / Saskia Sassen. Cambridge, Massachusetts. London, England. 2014.

SOUZA, Victor Martins de. A aljava e o arco: o que a África tem a dizer sobre Direitos Humanos – um estudo da Carta Mandinga. São Paulo, 2018, 244. Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em História Social, Pontifícia universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

UNLa _ Derechos a la comunicación de personas migrantes y discursos mediáticos sobre la migración. Políticas, normativa y experiencias en debate, 2017. Materiales de la Especialización em Migración y Asilo desde una Perspectiva de Derechos Humanos, Universidad de Lanús, Argentina.

VILLEN, Patricia. Imigração na modernização dependente: “braços civilizatórios” e a atual configuração polarizada. Tese de doutorado, UNICAMP, 2015.

Vídeos, leis e estudos de políticas públicas:

GUIA PRÁTICO DA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO (ARTIGO 19)

Migrantes, apátridas e refugiados. Subsídios para melhoria do acesso a serviços, direitos e políticas públicas no Brasil (2015)

Relatório 1a COMIGRAR

Nova Lei de Migração do Brasil (2017)

Vídeo: Por que também devemos nos levantar a favor das mulheres migrantes no Brasil? (Blog Somos Migrantes e QuatroV)

Exercícios de escrita do grupo de pesquisa de performances e novas mídias do COLABOR da Universidade de São Paulo (USP): https://www.facebook.com/colaborusp/

Our Rights Our Information. Empowering people to demand rights through knowledge.

Commonwealth Human Rights Initiative (2007).

Comissão Internacional de Estudo do Problema da Comunicação da Unesco (Comissão MacBride). “Um Mundo e Muitas Vozes – comunicação e informação na nossa época”, 1980.

Estándares de libertad de expresión para una radiodifusión libre e incluyente. Relatoria Especial para la Libertad de Expressión, la Corte y la Comissión Interamericana.

Declaración Conjunta en 2007 sobre la Diversidad en la Radiodifusión.

Principio 12 de la Declaración Interamericana de Principios de Libertad de Expresión.

Carta Africana sobre Radiodifusión (2001).

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