| CURSO CENÁRIO INTERNACIONAL

O Cogeae (Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão) da PUC-SP oferece a partir de março (de 4 de março a 1o de julho) o Curso de Extensão Conflitos Internacionais em Tempos de Globalização: a Presença de Atores Não Estatais. As inscrições já estão abertas neste link.

Atualmente, a qualquer momento podemos abrir um computador e saber sobre a crise humanitária na Síria, o processo e as tecnologias envolvidas em um bombardeio americano por drone no Iêmen, bem como detalhes de bastidores da eleição dos EUA que levou Trump ao poder ou então das negociações do interminável processo de paz na Palestina.

A tarefa de dar algum sentido a essa sequência aparentemente infinita de acontecimentos pode parecer impossível. O curso do Cogeae, que surge dos debates feitos dentro do Geci (Grupo de Estudos de Conflitos Internacionais da PUC-SP), vai procurar traçar uma caminho possível de análise para que profissionais e estudantes que, de alguma forma, orbitem nas relações internacionais, ou que precisem e tenham interesse em dar sentido a essas realidades, possam navegar com mais segurança.

“O filósofo Raymond Aron disse, certa vez, que a guerra é um camaleão que assume sempre novas formas. A intensificação do processo de globalização veio a demonstrar a veracidade dessa ideia de maneira contundente. O curso se propõe a observar esse camaleão e suas mutações no mundo contemporâneo”, disse o professor de Relações Internacionais Reginaldo Nasser, coordenador e supervisor do Curso.

Uma ideia de como esse horizonte de eventos, ou essa transformação de um camaleão, precisam ser compreendidos em meio ao que parece ser um caos pode ser visto em uma declaração de Henry Kissinger. Uma figura política com restrições de viagem a vários países por conta de pedidos de prisão, consequência de uma lista considerável de crimes de guerra do período em que esteve, com papel decisivo, nos rumos da política externa nos governos de Richard Nixon e Gerald Ford nos anos 70 .

Kissinger, diante desse novo quadro, e comentando a eleição de Trump nos EUA, disse que há uma oportunidade “extraordinária” no ar. “Devido a uma combinação de um vácuo parcial e de novas questões, pode-se imaginar que algo notável e novo possa emergir disso”, disse em entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS. Pode ser um mau presságio urgente a ser compreendido.

O CURSO

O corpo de aulas vai procurar abordar questões-chave da política internacional atual e, assim, oferecer formas de interpretação de temas importantes na vida social e política em diversos cenários, na Europa, Oriente Médio, África e Américas.

Temas como colonialismo e imperialismo; mídia; terrorismo e Estado islâmico; conflitos e gênero; crime organizado transnacional; meio ambiente e política; empresas privadas de segurança e a privatização da segurança como atividade social e política; intervenção externa, com exemplos de alguns casos, como Iraque, Haiti, Palestina, Síria e Congo serão abordados dentro da narrativa proposta pelo curso.

Uma das chaves a serem usadas é a da emergência de atores não estatais, que levam a um novo entendimento sobre os conflitos e as formas de governança existentes no mundo. Isso fica claro com a sensível diminuição das guerras interestatais desde o término da Guerra Fria, quando novas ameaças e novos atores passaram a impactar a forma como ocorrem os conflitos.

Priscila Villela Frascino, pesquisadora e uma das professoras do Curso, explica parte da lógica que constituiu a narrativa didática: “Os fenômenos sobre os quais o curso se debruça são muito atuais e próximos de nossa realidade. As abordagens com as quais os interpretamos, da mesma forma, reflete a ponta do conhecimento em Relações Internacionais. A aula sobre crime organizado transnacional, por exemplo, resgata elementos históricos que constituíram as atuais dinâmicas e políticas de crime e drogas na atualidade, enquadrando este fenômeno como uma manifestação pouco tradicional de conflito internacional”.

Entre os objetivos do curso estão possibilitar a construção de um senso crítico para a análise dos atores estatais e não estatais na política internacional e elaborar e avaliar informações sobre a conjuntura internacional mediante a construção de cenários dos conflitos internacionais.

Serviço:

Período do curso: de 4 de marco a 1o de julho
Dia e horário: aos sábados, das 8h e 12h
Investimento: 6 parcelas de R$405,00 (até dia 31/1, há desconto na taxa de inscrição)

Para mais informações sobre inscrição, consulte o link no site do Cogeae-PUC-SP

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