Aconteceu no dia 14/12 ato que prestou solidariedade ao ativista do Congo  que foi brutalmente agredido em São Paulo.

O ato teve lugar no Al Janiah, espaço cultural e político palestino com comidas e bebidas típicas que tem reunido ativistas do mundo todo preocupados com os conflitos internacionais.

Com a presença e apoio de importantes ativistas e movimentos sociais da cidade, a mesa iniciou o debate com as falas de Maria José Menezes, do Núcleo de Consciência Negra, seguida da fala de Fedo Bacourt da USIH (União Social dos Imigrantes Haitianos), e de Agostinho Martinho, do Muxima na Diáspora.

Por último, a fala de Christo Kamanda, responsável pelo @Info Plus News e Centro Cultural MIM, escancarou a realidade do racismo para xs brasileirxs: “Cada um de nós temos uma missão. Temos que deixar de chorar, enfrentar a situação. O que aconteceu comigo, acontece todos os dias com muitos brasileiros todos os dias”. Após uma fala que contagiou a todos os presentes, Christo finalizou com as palavras: “Quando existe injustiça na sociedade, temos que tomar uma postura para conquistar nossos direitos”.

Todas as falas denunciaram que o racismo no Brasil está presente no dia a dia de imigrantes e brasileirxs negrxs, principalmente nas zonas periféricas das cidades onde as crianças e jovens convivem com a desigualdade de classe e com o estigma, perpetuado pela grande mídia, de que a favela é questão de polícia. Movimentos tem denunciado dados publicados no relatório da CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens que revelam que no Brasil: A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado.

Alguns imigrantes do Haiti e países da África relataram que até chegar ao Brasil não sabiam o que era racismo. Segundo eles existe um grave problema já que no exterior o Brasil é vendido como “o país da imigração” e de “braços abertos” o que leva a atrair muitos imigrantes.

Quando chegam aqui a realidade é muitas vezes diferente, imigrantes negros com diploma universitário raramente conseguem um emprego compátivel com a sua formação e tem sido cada vez mais vítimas de exploração. Segundo os relatos, a discriminação acontece cotidianamente no ônibus, no trabalho, na escola, e outros espaços públicos.

Confira abaixo o vídeo com breve relato de Fedo Bacourt que em sua fala emocionante prestou homenagem ao companheiro agredido:

“a sua luta apenas começou, não vai parar, e nós estamos juntos com você”

Veja o link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1311806798839897/

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